- Coelhinho da páscoa, o que trazes pra mim? - Nada, minha filha. I´m sorry, a crise me pegou e tá cada vez mais difícil ganhar comissão na venda de ovo. Você sabe, né, coelho não coloca ovo e tal. Para figurar na espécie ovípara durante essa época do ano a gente cobra uma ponta para manter a magia da páscoa. É a mesma lógica do papai noel, saca? -? - Ele também ganha uma ponta, fia, para segurar a magia do natal.
Falar que coelho não coloca ovo é manjadíssimo, eu sei. Na verdade, nunca entendi a associação da morte e ressurreição de Cristo com coelho que põe ovo de chocolate. A outra tradição, de comer peixe e beber vinhos é super interessante e legal, tem um contexto histórico-gastronômico e deixa a mesa mais interessante. Mas e ovo de chocolate, hein?
Por motivos ideológicos (e financeiros na maioria das vezes), sempre boicoto a compra de ovo de páscoa. Digo sempre mesmo. Acho um absurdo pagar mais caro por causa de um chocolate redondo que vem com alguma tralha de brinquedo dentro e cujo destino em curto prazo é o lixão. Isso não quer dizer, lógico, que eu não goste de chocolate. Gosto. Gosto demais, muito mais até do que deveria. E por isso mesmo é que acho uma ofensa o preço deles.
A saber: Um ovo de 240g "baton" está custando em um supermercado em Fortaleza aproximadamente R$ 12,99. Uma barra de chocolate ao leite da garoto, de 180g, custa R$ 2,99. Com o preço de um ovinho de 240g você consegue comprar 4 barras de 180g, que é igual a 720g de chocolate.
Não é um absurdo pagar R$12,99 por 240g quando você pode ter muito mais de meio kilo do mesmo chocolate pelo mesmo preço?
Absurdo, absurdo.
****** Não entendo porque em Fortaleza, na época da páscoa, se vende tanto pão de côco. Todas as padarias anunciam a venda especial do pão de côco e todo mundo come, tradicionalmente, pão de côco na páscoa como se fosse o panettone no natal. E mais, algumas pessoas até dão pão de coco de presente (uma vizinha todo ano dá um pão de côco para minha mãe).
Eu tinha jurado pra mim mesma que não ia comentar nada sobre o BBB7. Ok, menti.
DE-TES-TO a Iris, a Barbie velha que a Globo tenta empurrar goela abaixo de todo mundo. A mulher já saiu da casa há séculos mas continua aparecendo nas edições, igualzinho ao fantasma da Nanda (que vira e mexe aparecia acendendo boca de fogão e quebrando perfume em espelho). A Barbidosa já apareceu tanto depois que saiu da casa que até uma montagem com a cara da criatura na lua já teve. Montagem tão tosca e cafona quanto aquela flor de plástico pavorosa que ela coloca na cabeça.
Vai, filha, curte teus últimos 15 minutos de fama e, por favor, some.
Opa, 14 minutos e 49 segundos... 14 minutos e 42 segundos... 14 minutos e 38 segundos... 14 minutos e ...
Nunca vi uma foto do Bob Sinclair*, mas imagino que ele tem a cara do Jimmy Cliff só por que ele canta "from jamaica to the world" em love generation. Eu até quis pesquisar de onde o BOB é, e tal e coisa, mas fiquei com medo de ver a foto dele. E se ele for diferente do Jimmy, hein, hein, heeeein?
Para quem não lembra do JIMMY, refresque sua memória, de preferência lembrando de seu HIT reggae night. Aprecie, sinta, comprove que a criatividade não é exclusividade do Chiclete com Banana.
Oh oh oh reggae night oh oh oh reggae night. Oh oh oh reggae night oh oh oh reggae night oh oh oh reggae night
*Com o mesmo estilo de "love generation", Bob continua tocando nas rádios com "love is my religion" e "world, hold on". Embora a tentação seja grande, eu não vou procurar nenhuma foto do Bob Sinclair.
Acordei pensando nas pessoas que quando querem consolar alguém triste mandam pensar na situação de gente mais pobre, que mora em barraco e não tem o que comer.
Sério, isso já funcionou para alguém? Não vejo nenhum motivo para ficar feliz comparando minha vida com a vida de pessoas que não tiveram a mesma oportunidade que eu. Aliás, fico é bem pior, imaginando o dia a dia dessas pessoas numa miséria total. O que era para consolar acaba piorando mais ainda a situação.
Entendo que a idéia é fazer com que a pessoa perceba que tem um a vida boa se for comparar com outras realidades, mas o foco nunca é esse. Ficar deprimido é complicado e encontrar o "que dizer" para um amigo é pior ainda. Não sei se realmente ajuda, mas talvez estimular uma conversa com esse amigo para tentar entender o que o deixa triste pode ser um bom começo. Depois, ajudar a traçar algumas metas de como superar esses pontos, mostrar que nem tudo está perdido, que existe uma luz... sei lá...
Qualquer coisa, na minha opinião, é melhor do que fazer comparações.
Começou a temporada de chuva na cidade. Não moro e nunca morei em barraco que alagasse na época chuvosa e não consigo nem imaginar como deve ser. Uma vez fiz uma matéria na zona de risco, com gente que tinha perdido tudo na memorável enchente de 2002. Muito triste, aquilo.
Ao contrário de muita gente, não gosto de dormir com chuva. Morro de medo dos trovões e dos relâmpagos. Se eu fechar o olho, sou capaz de ver o clarão só com a força do pensamento, iluminando o quarto inteiro. E se cair um raio aqui no prédio? Sei que tem um para-ráios, mas quando morei no Maranhão caiu um raio na casa que queimou tudo quanto era de eltrodoméstico... E minha dissertação? Já pensou perder todo meu trabalho ou perdeu meu querido computador?
Humz. Todo ano aparece uma matéria com as estatísticas dos raios que caem no Brasil e vez por outra neguinho morre, seja na praia, na rua ou na fazenda com um raio. Dizem que não se deve ficar em baixo de árvore quando começar a tempestade e que é aconselhável ficar dentro do carro. E se cair um raio no carro, como é que vai desmagnetizar? Juro que tenho pesadelos com isso, imaginando um carro magnético só esperando uma chance de eletrocutar alguém que encoste na parte metálica.